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14 agosto 2010

Jornal digital nacional


Jornais para smartphones e tablets podem ser viáveis em Portugal. A criação de um jornal concebido para ser lido em smartphones e tablets é viável em Portugal embora a sua sustentabilidade seja difícil de prever. Uma ideia como a anunciada por Rupert Murdoch, da News Corp., que vai lançar um jornal digital pago para ser lido exclusivamente em dispositivos móveis pode resultar desde logo “pela avidez dos portugueses em experimentar novos ‘gadgets’ com conteúdos”, na opinião de Sérgio Gomes, coordenador editorial do ‘Público.pt’, da Sonaecom.

Para o editor multimédia do semanário ‘Expresso’, da Impresa, projectos como o jornal idealizado por Rupert Murdoch, "acabam por ser sempre viáveis, residindo a maior dificuldade na sua sustentabilidade ou não". Miguel Martins sublinha que tecnicamente não é difícil idealizar um jornal exclusivamente vocacionado para novas plataformas. O problema, sustenta, é que "o retorno de tais projectos é uma incógnita", quer a nível publicitário quer do próprio "modelo de negócio em si".

O jornalista Paulo Querido, fundador do jornal colaborativo ‘Diário2.com’, reforça a importância da "mobilidade no consumo de informação", antevendo que a Internet no seu sentido mais clássico, o acto de ir a páginas de jornais ver notícias, "vai perder importância para aplicações próprias criadas pelos órgãos de comunicação social". Paulo Querido realça também a dificuldade em perspectivar as receitas de um serviço do género em Portugal, um país que tradicionalmente adapta "um, dois anos depois" projectos que se comprovem bem sucedidos internacionalmente.

Com Lusa

Ver ‘Público - Rupert Murdoch planeia jornal para tablets e telemóveis’.

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