Infografia. Ilustração. Desenho Editorial. Banda Desenhada

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16 abril 2011

Perde-se a utilidade da infografia


José Queirós, provedor dos leitores ‘Público’. “Julgo importante alertar para o facto de as falhas de revisão e edição estarem longe de se confinar a certas debilidades patentes no domínio da língua portuguesa. Alguns protestos mais recentes que me chegaram dos leitores mostram isso mesmo, e parece-me útil focar desde já outros domínios em que o controlo de qualidade apresenta falhas relevantes. Um deles é o da infografia.

O ´Público’ recorre com frequência à apresentação gráfica de informações sobre as grandes questões da actualidade, o que é um modo sugestivo e útil de contribuir para uma apreensão mais fácil e rápida dos dados a ter em conta sobre os temas noticiados. Mas alguma coisa não está a funcionar bem quando se sucedem os casos de barras trocadas, números que não batem certo, legendas baralhadas, dados informativos por vezes em contradição com o que se lê nos textos envolventes. Perde-se a utilidade da infografia e perde-se a qualidade da informação.

Provavelmente, a revisão da infografia por quem redige ou edita a notícia, ou por quem tem a responsabilidade de fechar a página, será bastante para evitar falhas tão visíveis. Garante-me a direcção do jornal que essa é a rotina prevista para a validação editorial das infografias, o que só pode significar que, na sequência de erros já pouco compreensíveis na elaboração de gráficos, a rotina prevista não é cumprida ou algum responsável (e nunca deveria ser só um) se mostra desconcentrado à hora da famigerada ‘pressão do fecho’. Qualquer das hipóteses é má e redunda em mau serviço aos leitores.”


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