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08 maio 2011

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Infografía y Malofiej en esta loca época del iPad. A primeira jornada da ‘19ª Cumbre Mundial de Infografía Malofiej’ decorreu em Março na Universidad de Navarra, organizada pela SNDE - Capítulo Español de la Society for News Design. O primeiro orador convidado, o italiano Paolo Ciucarelli, director do Design Density Lab, começou por afirmar que o grande desafio dos comunicadores visuais é tornar o mundo mais compreensível. “O desafio é trazer e desvendar o conhecimento complexo”, resumiu o também professor no Politecnico di Milano.
De seguida, o norte-americano Stephen Few, fundador da Perceptual Edge, criticou os gráficos multimédia incompreensíveis com representações abstractas esteticamente impecáveis que proliferam nos media online por serem “inacessíveis ao comum dos leitores”. Este professor na University of Califórnia defendeu a “simplicidade na informação, sem tentações estéticas”, apelando a que os infografistas filtrem o que é realmente significativo.

Por sua vez, Rafa Hohr, consultor de infografia no ‘The Sunday Times’, fez o actual ponto da infografia que passou do suporte papel “onde nos limitávamos a desenhar”, para o mundo interactivo da web “que nos obrigou a aprender Flash e a compreender o iPad”. O resultado é que actualmente “trabalhamos duas ou três vezes mais”, lamentou. Rafa Hohr propõe agora a simplificação de fluxos de trabalho, “talvez fazendo páginas Web como se fossem aplicações e aplicações como se fossem páginas web”, sugeriu.
Já o inglês Ryan J. Sparrow, professor de jornalismo na Ball State University, lembrou a rápida evolução das categorias de infografias nos últimos anos. “Em 2004 falávamos de gráficos multimédia, que entretanto se alargaram às aplicações para tablets. Agora vêm aí mais gráficos com movimentos, maior uso das redes sociais e uma maior fragmentação na distribuição da infografia”, antecipou.

A fechar a primeira jornada da ‘19ª Cumbre Mundial de Infografía Malofiej’, Chiqui Esteban, director de gráficos narrativos na lainformacion.com, afirmou que é possível “uma pequena equipa de jornalistas visuais fazer bons gráficos interactivos e até criar jogos”, ressalvando que “nem todos os gráficos têm de ser interactivos para serem boas infografias”, devendo antes ser originais e de rápida visualização.
Finalmente, o argentino Paulo Loscri, director gráfico do diário ‘Clarín’, explicou a importância de dar uma cobertura uniforme ao trabalho online e em papel “para que o leitor percepcione que está perante o mesmo trabalho e a evitar a duplicação de recursos”, recomendou.


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