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04 maio 2015

‘Número Zero’


Umberto Eco. Romance de reflexão sobre os jornais e o jornalismo, ‘Número Zero’ tem como cenário de fundo a redacção de um jornal diário, que se está a constituir de modo apressado e por razões que menos se relacionam com o objectivo de preparar boa informação e mais respeitam à criação de uma fachada para servir interesses próprios. Neste caso, não os interesses dos jornalistas, poucos, relativamente mal pagos e com histórias de carreira onde o sucesso não tem tido lugar, mas sim os interesses de quem tem poder, dinheiro ou ambos.

Um jornal que está a dar os primeiros passos muito tem para decidir. E ‘Número Zero’ torna-se numa espécie de manual de decisões onde a qualidade do produto final está mais arredada das preocupações do que seria desejável. Neste jornal, designado ‘Amanhã’, há espaço para criar, reciclar e encobrir notícias. Poder e jornalismo associam-se aqui a teorias da conspiração.

O escritor italiano Umberto Eco, de 83 anos, é um filósofo, medievalista e semiólogo, autor de narrativa com livros como ‘O Nome da Rosa’ (1983 Difel), ‘O Pêndulo de Foucault’ (1989 Difel) e ‘O Cemitério de Praga’ (2011 Gradiva) e colunista semanal da revista ‘L'Expresso’.


Ver ‘Gradiva - Número Zero’, ‘Umberto Eco’ e ‘L'Expresso - Opinioni Umberto Eco’.

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